Oi araras bonitas.azuis, amarelas, vermelhas, pequenas e grandes.
Oi araras falantes e charmosas, que fórmula foi essa tão sutil e complexa que Deus as criaram,oi araras bonitas. Ave social que nunca voa só.
Teu Império vai,
da Amazônia, às savanas, e ao pantana que o é seu quartel general,um dos mais belos paraísos do Brasil tropical, habitado por seres mil que para nossa alegria o homem,ainda não destruiu.
Esse trem da minha infância, no qual eu nunca viajei, me levou para lugares tão longe que para ninguém contei.
Teu apito era melodioso, tua máquina barulhenta fazia tremer o chão, que nele partia ia saudoso, por alguém que ficou na estação.
Ele nunca passou vazio, sete paradas ele fazia;
1 - Na saudade, que tenho dele;
2 - Na colônia;
3 - No cafundó;
4 - No rialto;
5 - Na glória;
6 - Nas três barras;
7 - Bananal.
Um dia ele passou apitando numa viagem sem volta, a alegria da estação acabou.
Hoje só resta a lembrança daquele barulhoso trem que não voltou.
Nossa professora chegava nele as sete e trinta da manhã, nós tínhamos que correr para não chegar atrasados.
Ele também era relógio para quem não tinha e retornava apitando no inicio da noitinha.
Ele fazia um trajeto, pequeno, mas gigantesco na minha imaginação, que sonhava conhecer o bananal, viajando nessa composição.
Logo veio o empreiteiro com máquinas e operários arrancando todos os trilhos, nenhum dormente ou pedra ele deixou, mas só não arrancou a lembrança que em nosso coração ficou.
Tua linha margeava um rio que também se chama bananal, que muita gente deu prazer e água para a irrigação, e hoje infelizmente é calha de poluição. Senão tivermos cuidado nós é quem sofreremos este mal. Seu trajeto era a Colônia que se rendeu ao capital especulador e hoje os condomínios parte de sua identidade tirou.
Nesse aniversário de cinquenta anos eu sugiro uma boa reflexão, para a colonia não ficar esquecida na memória da nossa nação.
Pois a colonia alimentou muita gente por toda essa região e pode servir de modelo para outras partes da nação, onde muitos carecem de empregos, comida e habitação.
Eu sou um colono ausente que trinta anos daqui parti, morei diversas comunidades mas nenhum delas há, como aqui havia o senso de fraternidade.
Aos que ficaram eu exorto, que esse evento seja um marco e um resgate dessa experiência social, pois as pessoas juntas são um continente e uma pessoa só é uma ilha em um oceano vazio.
Este é o meu País,
Terra dos Aimorés, Xavantes, Tupiniquins,Tupinambás e Guaranis.
Que foi invadida por Manoéis e Joaquins.
Tive uma infância na larga, com escola mediana para o meu tempo.
E bom lazer proporcionado pelos recursos da natureza.
Mas, com o passar dos tempos, à medida que me envelhecia, via meu país enriquecer e o povo empobrecer.
As necessidades básicas, que antes tinha um processo, mais simples de satisfação, em decorrência do emprego, que mesmo mau pago em maior abundancia se oferecia.
Hoje essas necessidades somadas a outras sugeridas, tornou-se preocupação e arrocho financeiro, para quem trabalha, para quem não consegue trabalho resta a desilusão, o desespero, que abaixa a estima e leva à depressão.
Políticos propagam a esperança, cada um diz ter a melhor solução, buscando vitória na eleição. As necessidades se multiplicam, sugeridas, pela mídia, que presta serviço para os meios de produção.
O Papa diz que precisamos de muitos santos e o povo continua num País em desencanto.
A criança é assassinada ou abandonada na rua, enquanto os Dirigentes, quase inertes ,observam esta realidade absurda,nua e crua, sem nenhuma medida relevante que resolva tal situação. Apenas tomam medidas atenuantes, financiadas por novas e definitivas formas de arrecadação.
Dos jovens, cobram melhor qualificação, mas, na fila do emprego, quem não tem diploma e experiência, tem que colecionar mais uma decepção.
Ai vão para o exterior esperando boa colocação só que ao chegarem, são repatriados das terras, dos povos que aqui chegaram esfarrapados. Que pelo nosso povo foram bem recepcionados e por nossa terra e pelo povo, ficaram apaixonados. E até seus descendentes, de seus paises,são deportados.
O povo brasileiro tem mais de 200 milhões de caras diferentes, raramente se vê duas iguais.
Não é como no Iraque, Onde Saddam tem milhares de sósias, nem com no Japão ou na China, onde todos parecem irmãos... as pessoas no Brasil não são mesmo iguais. O trajar, o vestir , o caminhar, sotaque, tudo é diferente nesse povo, que gosta de ser diferente.Aonde está a moda? Na roupa não está, mas tem religião, que tem mais de um orixá, talvez seja por isso que esse povo é bom.
Acho que as caras do BRASIL, são como sua geografia, que tem cordilheiras, planalto, planícies, chapadas, baixadas e até recôncavo na Bahia. Tem gigantescos e caudalosos rios na Amazônia e rios secos no ceará.
Tem florestas, cerrados [savanas], restingas e caatingas[desertos]...
Que nem as caras brasileiras: umas gordas de boa nutrição, umas bonitas como o manifestar da primavera, outras magras por inanição,. umas feias como carrancas, umas roxas de raiva, outras pretas de aflição, algumas brancas por descendência .
Tem até cara pálida pintada de arrependimento do voto da primeira eleição direta pra presidente.
Onde talvez a falta de experiência , ou a intolerância de alguns políticos, ou o nosso despreparo político, nos proporcionou um significativo atraso no nosso processo de redemocratização.
O vento sopra trazendo a brisa da noite. Na casa de pau a pique, de cócaras, o pai ao ouvir o soluçar da esposa na cozinha, junto ao fogão a lenha, preparando um cozido de palmas (cacto) com filé de camaleões! Emocionado: diz aos filhos famintos: Para o próximo ano, quando o inverno (nome que dão ao período de chuva)vier, farei um bom roçado, guardarei farinha de macaxeira e feijão e levarei o Severino para tirar o seu titulo de eleitor , pois estará completando 16 anos para "puder" votar na próxima eleição.! Severino retrucou dizendo, Não adianta pai. O pai decepcionado pergunta-:Por quê filho? Severino responde: Porque dizem que a eleição faz parte do exercício da cidadania, mas cidadania de panela vazia ,seria melhor o exílio sem anistia, a escravidão sem alforria, a anoite sem alvorecer do dia, a doença sem a profilaxia, um carnaval sem fantasia.! O Pai responde: Em parte tens razão Severino, a eleição até hoje não trouxe nada além de sextas básicas para o sertão, apenas os políticos permaneceram no poder e talvez até possam ter aumentado o seu quinhão! Mas a cada nova eleição reacende a esperança no meu coração, às vezes entro até em devaneios, sonhando que um dia poderei comprar uma bomba de irrigação, e ver a água em fartura rolar pelo chão, ter a dispensa cheia e não ter que apagar as brasas do fogão, talvez até aposentar o jegue, com a compra de um velho caminhão, até mesmo visitar São Paulo, para encontrar velhos amigos e alegrar meu coração!. Severino levanta outra questão: - Pai, como faremos para suportar mais esse flagelo? O pai responde com provérbio: - Filho preocupe não: Pois enquanto existir Deus no céu, urubu não comerá folha, e continua: - Nós ainda temos a terrinha, que com a chuva nos oferece grande provisão, pior mesmo é para os sem terra, que tem por abrigo a lona de caminhão, por justiça a ordem de desocupação ou de prisão, por consolo cassetete, metralhadora e talvez até canhão. Severino não se satisfaz e vai mais longe, e pergunta: Porque tanta gente chegou a tal situação? O pai mais uma vez se sentiu apertado diante de tal arguição. Respirou, pigarreou, e começou a sua dissertação: - Meu filho fique sabendo que nesse grande Brasil, tem pouco chão habitado, tem pouco chão plantado e muito chão ocupado por campos e cerrados comprados, talvez com dinheiro limpo, ou lavado, ou do Governo grilado, sem repressão de soldado, com documento legalizado, o que deixa o povo muito espantado. Mas não fica só nisso, a fome que leva a morte também provoca movimentação, ai todo esse povo começa a terra buscar, vão à busca da terra que o dinheiro irresponsável e especulativo permitiu abandonar, mas basta invadir a cerca para o dono lá da capital se manifestar, logo vem o oficial de justiça escoltado por um pelotão de soldados, trazendo a ordem de desocupação, e se houver resistência, ai vem o soldado muito bem armado, que como atividade principal é de defender o Estado e que também passa o maior tempo no quartel esperando serem convocados, para em delegação irem ao local pela justiça indicado, e quando Ha resistência eles mete bala e cassete nos coitados, que podemos considera-los despatriados dentro da própria nação. Mas Severino não fica satisfeito, e vai mais além, e diz que ouviu no rádio lá da venda que está havendo saques de de caminhões e de supermercados e que as autoridades disseram que isso é roubo!. E pergunta ao pai: - O que o senhor acha? O pai responde: - É uma pergunta difícil de responder, mas certo fato ocorrido com meu compadre dá pra comparar.: Compadre Cícero após colher um bom roçado, vendeu parte da safra e aplicou na poupança, que tem a garantia do Governo. Logo após a eleição o novo Governo na calada da noite, sequestrou todo dinheiro na poupança aplicado, veja que sequestro é crime, não pagou a correção do mês, que também é crime, “justificando” que para derrubar a inflação as medidas foram duras, mas necessárias, com o apoio dos Ministros da Justiça que não tomaram nenhuma decisão jurídica para impedir tal infração. Por tanto a fome extrema, da miséria extrema dos povos do sertão nordestino, do Vale do Jequitinhonha, e das grandes favelas das grandes cidades, não precisam justificar os meios utilizados para sacia-los em situações extremas, pois o exemplo vem de cima, e os políticos nesses locais não chegam em tempo hábil para resolver tais conflitos, mas chegam em tempo recorde para a campanha de eleição, aí o desespero de um povo desamparado, exilado na própria terra. Terra onde a recepção e hospitalidade com presidentes, reis e rainhas, políticos estrangeiros, são feitos com muita pompa e dispendioso cerimonial, mas a solidariedade com o brasileiro excluído é beligerante e repressiva, não aponta para nenhum horizonte, mas para uma nova eleição decepcionante.
Notas: Trecho do texto “Seca” publicado no Jornal Inverta, segundo semestre de 1988.
“70% realidade e 30% ficção”
Videos: A Marcha Interrompida do MST e A Carta do Chefe Seattle
É aqui seu moço, que embarquei no ultimo trem do sertão...
Sertão cósmico que está no céu... ou apenas para o mundo subterrenos.
Disse o poeta que o sertão é grande e que é maior que o mundo...
Mas o céu é maior, maior até que o universo, no qual estão todos os mundos, pois no céu estão todas as moradas. Tentarei desembarcar em algum aglomerado de estrelas, se a minha passagem possuir créditos suficientes, do contrário serei arremessado em um buraco negro,Onde a centrifugação é de uns 100 trilhões de RPM, donde gritarei ou sussurrarei!
MISERICÓRDIA! Senhor, pois o que eu fiz de bom ou ruim está feito, não posso desfazer, pois vós que é o senhor, diante das iguarias oferecidas pelo inimigo dissestes, Pai se for possível afasta de mim este cálice, mas que seja feita a vossa vontade, pois neste momento não mais terei nem adn nem rna, serei apenas um átomo, com seis prótons ,seis elétrons e seis neutros...
Só concluirei este texto se retornar desta viagem... José Alonço Carneiro!
" AS BROMÉLIAS NÃO VOAM, NEM SALTAM. MAS HABITAM NO PONTO MAIS ALTO, ACIMA DAS CACHoEIRAS!" JOSÉ ALONÇO CARNEIRO
Na minha terra ainda tem palmeiras! Tem florestas, tem rios com abundantes águas, com cachoeiras espumantes! Que inspiram os sabiás e os desafiam a cantarem bem alto; E suas sinfonias afogam as minhas mágoas!
Na minha terra tem avião. mas ainda tem canoas que navegam em silencio la dentro do riachão. na minha terra ainda tem brejo onde canta a saracura três potes no meio do tabual !
Na minha terra tem festas populares: juninas e carnavalescas!. Na minha terra tem muita gente, gente de todos os lugares; gente que vem e vai para todos os lugares.
O difícil na minha terra: é comprar um lugar para morar! Quando se consegue comprar, já está próximo de mudar para a casa eterna... Na minha terra tem cordilheiras, planícies e chapadas: onde o ipê floresce, ajudando o sol a embelezar o dia que amanhece,descolando-se da madrugada!
Na minha terra tem favelas que é abrigo de quem não tem; E para enganar tem maravilhas arquitetônicas, que enche de admiração os turistas que aqui vem.!
Na minha terra tem garimpo. Mas também tem Guarapari, praia para quem não é rei poder ir.
Na minha terra tem vitória régia sobre as águas. E nas águas da minha terra as baleias vem pra namorar; E nos encantam com o seu bailar e descansam sobre as águas num belo flutuar! .
Na minha terra tem vida Severina e se a morte vem é por misericórdia divina na seca da terra nordestina...
Na minha terra tem gente desgraçada, gente safada! mas também tem gente fina!
O pior que quem nasce na minha terra, não consegue em outras terras se exilar.
Pois quem sai da minha terra "e de ka segue" e emprego no Japão não consegue. Lá só encontram apenas trabalho pesado e uma gaveta pra seis horas repousar!.
Na terra do tio San nem os mórmons que batem à sua porta,Não deixam o endereço quando voltam para lá!
A Amazônia brasileira é nossa ultima fronteira! Mas no Pará tem sem terra, tem grileiro, mas também tem pistoleiro para matar!.
A ilha de Marajó é maravilhosa; mas contra a dengue,a sica e a malária, não há como se vacinar.
Ai ao caboclo só resta a rodoviária de São Paulo para desembarcar.
Legenda=de ka segue: são os nipo brasileiros que vão trabalhar no japão
Esta terra, em tua casa. para todo o sempre habitar
JOSÉ ALONÇO CARNEIRO
EM FRANCES
Que votre pays n'a jamais voulu quitter,
Il a été porté de loin!
Pour cette épinette d'horizon.
Avec ce sourire humide.
Et avec ce regard, pour le plaisir dans,
très peur de l'exil futur.
Avec rien à perdre,
que vos valeurs à préserver.
Invadistes villages, des fermes et des villes
et les hommes causés à vous aimer.
La lutte contre les entraves de la coutume,
associant les humanistes, .fizeste,
ce monde hétérogène vous respecte.
avec t
toute présence de habitar.ua de temps et de patience ...
Tu as changé
Les lois et les coutumes, la transformation
Cette terre, dans votre maison. à
Nem todos estavam la, mas o sr Juvenal respondeu presente, la do céu. O ringo bom marchador pelo caçula Breno foi bem montado.
Em são Vicente se reuniram e pela serra do cipó, pra botafogo partiram. Algumas lembranças tristes, que confirmavam a presença do velho companheiro Juvenal. Em Botafogo apearam e os cavalos foram desencilhados. Logo provaram da cana e o papo alegre aconteceu.
O feio não lembrou das dívidas,o margoso logo abriu uma latinha.
Ai começou o bom da viagem, falaram das belezas da serra e das belezuras que iam namorar. O Breno era o mais entusiasmado, o Cleber com despeito pois era casado. O Saulo, não sei se foi mas sempre foi o mais animado. O cigano é puta veia não acampa em qualquer serrado. O Juninho é um peão moderado, o Eduardo de esmeraldas cuida dos cascos e das ferraduras para cavalo nenhum ficar estropiado, sem tirar os olhos das mulheradas que o deixa deslumbrado!.
O rio cipó refresca o corpo e nele todos bebem, alguém se lembra do Rodrigo que em Florestal foi estudar que é amansador de burro brabo... também lembraram do Batista, gente boa e cabra bom pra conversar. Do Gato Também lembraram e das suas mentiradas deram muita risada, lembraram também do coroa que não entende nada de cavalo mas gosta de ouvir uma prosa animada. O Branco não sei se foi mas faz parte da companheirada . O Quico ta sempre na turma e o Samuca e bem dedicado com o seu cavalo sempre escovado, o Marcinho também é peão corajoso mas prefere pedalar.
O Afrânio sabe bastante e gosta muito de animais, mas, prefere a moto e o celular pois a corretagem não pode esperar. O Paulo Gaguinho é do ramo e não fica para traz, encosta o caminhão e embarca os animais.
O Cadú não sei se foi mas corre mais que a cavalada, o Nego fica pra trás e vai tocar a sua flauta bem afinada, o Vinícius todo ano ensaia e Nesse ano não sei se foi, sua égua caminha bem mas seu pai que segura a rédea de couro trançada!
Falei dos que mais conheço sem esquecer do Sávio, que no serro é o anfitrião da cavalgada.
Aos outros peço desculpas por não poder cita-los.
Em conceição de mato Dentro um grande descanso , pois vão mandar pra dentro cerveja e carne assada,nesta parada as necessidades são satisfeitas e das janelas vem as boas vindas, uns reclamam de cansaço mas logo começa a bebedeira e muita conversa fiada, uns deitam nas redes e outros arrumam namoradas , ai a satisfação é generalizada.
Graças a tecnologia o celular mata a saudade, mas a cavalgada recomeça logo de madrugada, não muito tarde chegarão ao Serro nesta grande romaria. Ai foi será só festança e muita alegria por terem concluídos essa grande romaria! No retorno a esperança de um novo encontro um dia. Ai foi só zoeira uma grande apoteose, saiam empinando e galopando com os cavalos e nos olhos da namorada uma lágrima rola, na curva o peão abana o chapéu num até breve, amanham eu te Ligo meu bem. Logo os grupos se dispersam, cada um em direção a sua cidade, levando na bagagem novas amizades, preparando o espírito pra voltar a realidade pra no ceio da família, matar a saudade.
12/10/2003
Republicado em 27/12/2011 por José Alonço Carneiro
Informação sobre o Serro
Distância até a capital 312 quilômetros
Características geográficas
Área 1.217,645 km²
População 21.494 hab. est. IBGE
Serro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 21.869 habitantes.
Município rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras, o Serro se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico. Situada no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, Serro fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.
Além das belezas naturais e das minas, o Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural. O município hoje conta com diversos hotéis e pousadas. O turista pode contar com apartamentos, serviços, deliciosos cafés-da-manhã e guias para percorrer a região.
Turismo
Museu Regional Casa dos Ottoni (IPHAN).
Distrito de Milho Verde, a 25 km do centro.
Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 30 km do centro.
Pico do Itambé, a 20 km do centro.
APA das Águas Vertentes.
Festa do Queijo (feriado do 7 de setembro).
Festas religiosas tradicionais (Festa de Nossa Senhora do Rosário, Festa do Divino e outras).
Somos parte deste todo que é você e não te reconhecemos.
Sofre de nós agressões á toda hora e não reclama, apenas chora lágrimas que em gotículas abrem irreversíveis erosões.
Mas nós continuamos incessíveis e não paramos de bater em você, como filhos maníacos que batem na mãe e você continua a chorar de alergia aos gases que atiramos na sua face.
Mas você não grita quando para a moto-serra perde tuas filhas arvores, apenas silencia
no deserto que ficou, só que nós não percebemos pois, se não conseguimos ouvir a sua alegria no gargalhar das cigarras e a sua melodia no teu assobio do vento sobre as águas, como poderemos ouvi-la na imensidão silenciosa do nada. Não há como ouvi-la com o ouvido programado ou vê-la com os olhos da ambição. Se a mansidão da tua saúde não nos alerta, a solução e mandar-nos a ânsia da sua morte, balance suas mãos em vendaval, soluce em tempestades, e estremeça seu corpo em terremoto, transforme suas lágrimas em lavas e teu soluçar em vulcão. Mostre-nos que se não voltarmos a ser parte de você ,sem experimenta-la ou administra-la morreremos juntos. Pois você não é apenas um conjunto, mas um todo no qual estamos inseridos!
José Alonço Carneiro
"o homem não tece a teia da vida é apenas um de seus fios" (Chefe Seattle )
Estas duas palavras, são duas palavras pequenas que provocam oceanos de buscas. E a tristeza por ser ela amarga e não ser promotora de nenhuma delicia mas das sugestões delimitadoras do livre expressar e do livre viver, evite plantar e fertilizar esta semente danosa pois ela germinará como um espinheiro dentro de você...
Instituições a atrelam ao não comprometimento às regras pré estabelecidas por elas, condicionando o indivíduo a um estado permanente de auto-crítica e de consciência que não lhe permite que de uma risada fora dos padrões ditados pela etiqueta, estado que podemos chamar de neurótico e de pleno sentimento de insegurança comportamental.
Já a busca pela alegria é própria dos indivíduos libertos, pois a alegria é uma espécie de estado delirante e até rebelde, pois na maioria das vezes ela depende do estímulo do outro, mas independe do outro para o seu manifestar.
A alegria não se manifesta sob o sugerir de normas, mas é o delicioso explodir da alma...A condicionante da alegria é a exclusão do seu adulto interior que te algema, te proíbe e te limita!
A alegria não tem unidade de medida, a razão tenta ser sua delimitadora,
Mas quem poderá, colocar limite na euforia de uma criança que reencontra um algo precioso.como um brinquedo desaparecido ou amigo que partiu...
Acho que devemos fugir da tristeza com ou sem a ajuda de outros.
Mas correr atrás da alegria como um velocista porque a vida sem alegria é pior
e mais feia que uma noite polar José Alonço Carneiro
et plus laid qu'une nuit polaire Alonço José Carneiro
TODAS AS PRIMAVERAS, OS LÍRIOSFLORESCEM LINDOS NO MEU JARDIM.
COM O CHEGAR DO VERÃO E DAS CHUVAS, SUAS BELAS PÉTALAS CAEM E ADUBAM O CHÃO;
DEVOLVENDO AO SOLO, AS BELEZAS QUE DELE TOMARAM EMPRESTADAS!
MAIS UMA VEZ E PACIENTEMENTE OS AGUARDO, ANO APÓS ANO! MESMO SABENDO QUE VÃO SUGAR TODA MINHA ENERGIA!
PARA MAIS UMA VEZ, CONTEMPLAR TUA BELEZA PARADISÍACA.
AÍ QUANDO A MINHA VISÃO COMEÇA A OFUSCAR O BRILHO E A NITIDEZ DAS SUAS FLORES.
PERCEBO QUE O COMODISMO E A SATISFAÇÃO ALCANÇADA, POR MEIO DA CONTEMPLAÇÃO DESTE
BELÍSSIMO MANIFESTAR DA NATUREZA! NÃO ME PERMITIU PERCEBER QUE PASSEI A VIDAAPRISIONADO PELA
SUBJETIVIDADE DESSES SERES SUTIS E APARENTEMENTE SEM MÁCULAS...NÃO EMBARQUEI NOULTIMO TREM... NÃO VIAJEI PARA VER O BELÍSSIMO BAILAR DAS BALEIAS,NÃO VI O ENCONTRO DOS OCEANOS ONDE AS ÁGUAS NÃO SE JUNTAM, NÃO PROCUREI COM GARRA O SEGUNDO AMOR E O TERCEIRO AMOR, NÃO VI A NEVE CAIR, NEM A GIGANTESCA MIGRAÇÃO DE GNUS! FIQUEI ALI ANO APÓS ANO ESTÁTICO, ESPERANDO QUE AQUELE EVENTO SE REPETISSE MAIS UMA VEZ, ATÉ JÁ NÃO VER MAIS A BELEZA, NÃO SENTIR O AROMA DELESE AQUELES LÍRIOSNUNCA ME VIRAM!...?
ASSIM É A VIDA DOS CUIDADORES DOS BENS QUE SE APRESENTAM QUE MESMO ELES NÃO PARTINDO,
te deixam pra traz!
BOM MESMO, É IR EM BUSCA DA COLMEIA, MESMO SE FOR ARRANHADOPELOS OBSTÁCULOS DO PERCURSO. POIS PARA SABOREAR A
DOÇURA DO MEL, TENDO QUE ENFRENTAR FEROZES E PEÇONHENTAS ABELHAS,PARA COLHER O FAVO
Para que não fosse a mais bela, a natureza não deu-me flores.
vei o homem com a sua insaciável mão criativa e encheu-me de dores.
Taparam meus poros, enrolaram meu corpo,com vários metros de fiação!
lâmpadas em mim ascenderam me aquecendo mais que o sol de verão
meus galhos se envergam com o peso das lampadas e de outros acessórios de decoração!, E levam-me para o concurso, onde a comissão julgadora, colocaram-me como a primeira e deliraram de admiração, tudo isto para comemorar a maior festa do cristão.
Mas mesmo assim reconheço que a fé não tem preço, ai me coloco a disposição, participando desta comemoração,! melhor é que se embriaguem de fé e devoção do que com bebidas destiladas ou de fermentação.
Mesmo que eu não sobreviva após esta festa, desejo que esta data seja cada vez
mais festejada, por esta e pela próxima geração e que a esperança, a fraternidade e a caridade contamine toda esta nação.
A minha casa fica no lugar, onde se eu falar, meus amigos e inimigos reconhecerão a minha voz, serei notado mesmo sendo querido ou odiado!
Na minha casa eu me vigio, para evitar que os outros tenham que me vigiar!
Na minha casa eu chego, tendo ou não tendo pessoas em casa...
Minha casa não é aquela que consegui comprar, mas aquela onde eu consigo morar.
É na minha casa que aprendo a viver com as diferenças, mas também é na minha casa que meu ego é acariciado ou chicoteado. Também e na minha casa que tenho a oportunidade de ser generoso, tolerante e paciente.
Na minha casa recebo visitas, dou opinião sem ser consultado, e sem me considerar inconveniente, mesmo sendo considerado! é na minha casa que tenho que tomar decisões com a participação dos outros ou só! também é na minha casa que me sinto só sem estar só!... A minha casa pode ser uma mansão, um apartamento,
uma tenda ou um barracão más é lá que me abrigo acompanhado ou não! Só recebo na minha casa além da sala se os outros permitirem, na minha casa talvez a palavra não é agradável mas é franca pra viver na minha casa dependo da tolerância dos meus vizinhos, por isso não devo ser invasivo!, Na minha casa posso dispensar a mascara.
Pois todos conhecem minhas fraquezas! Quando eu nasci alguns comentaram, quando eu morrer todos comentarão? talvez, que Deus o tenha ou que vá para as profundas!.
A minha casa não é aquela que eu tenho mas aquela onde me aceitam!.
-A EXISTÊNCIA DE DEUS.
Deus nos permite vê-lo de diversas formas:
1- Nos emprestando as artes da poesia, da música e da pintura para cantarmos e encantarmos!
2- Nos doando o brilho do sol e a beleza da lua, nos mostrando com estes dois astros sua força e sua benevolência!
3- Nos emprestando a ciência para que descobríssemos alguns segredos da natureza e dela tirássemos proveito!
4- Nos dando a filosofia e a religião, para vermos a sua sombra e imaginarmos o brilho sua luz!
5- Nos emprestando as doenças para que pudéssemos dar o devido valor a saúde!
6- Em parábolas, nos sugeriu a inversão de valores para que víssemos a transformação de uma pequenina semente de mostarda em uma grande árvore. E festejássemos a volta do filho pródigo que desperdiçou nossas riquezas, nos mostrando que uma joia mesmo aranhada continua sendo uma joia!
7- Nos prometendo a justiça para nossa equiparação!
8- Nos permitindo degustar minutos de delícias terrestres para imaginarmos como será uma eternidade de delícias celestes!
9- Nos enviando profetas com suas mensagens! e pondo a sabedoria sentada à nossa porta para nossa reflexão!.
10- Nos prometendo a sua paz e a sua misericórdia para a nossa redenção!
O mundo atual, tem a sua economia medida pelo consumo da população.
As pessoas querem sempre adquirir novos produtos, ou substituir o que tem por um mais moderno.
No momento a natureza é quem está pagando o preço, brevemente seremos nós.
Cada dia surge uma nova técnica de administração voltada para o lucro. A super Produção e o giro rápido de capital:
-qtc;
-teoria z;
-reengenharia;
-inteligência emocional;
-programação neuro-linguística etc.
Todo dia surge um novo mago em economia, sugerindo um novo método.
Não sabem eles que para o homem natural a natureza da fantasia, motiva mais a vida que todo esse consumismo de hoje em dia.
O ser forçadamente é substituído pelo ter.amigos amigos negócios à parte.
Esse sistema cria um verdadeiro paraíso para a especulação.
Bolsa sobe, bolsa desce, especulador ganha, o investidor perde, o povo paga mas caro, mesmo sem escassez .
E surgem diversas máfias, é máfia dos caças níquéis, e´máfia dos madeireiros, é máfia dos mensaleiros etc.
Só que ai a bolha um dia explode e surge uma recessão, ai a quebradeira é geral.
E evitar grandes danos é que nem evitar vazamento em barragem de areia, cerca aqui sai ali, cerca ali sai aqui. Aí o desespero se instala o banqueiro se cala e a economia cai na vala.
Com isso a natureza respira um pouco, pois diminuem as emissões de poluentes, os desmatamentos, a pesca criminosa, apagam-se as lâmpadas, desligam-se os motores.
-Pausa pra reflexão.
Considero que esses efeitos no ponto de vista ecológico, que aí o lucro é real, mesmo que não seja sentido por aqueles que só percebem o manifestar da natureza, quando se encontram no olho do furacão.
BH de todos os Belo Horizontinos, De todos os povos que aqui escolheram morar, BH dos Mineiros e do mundo, BH de grandes bairros e povos de todas as raças, A BH como é bom em ti morar, Visitar os parques, as praças ver o luar, ah como é bom aqui estar, Tenho orgulho de aqui ter nascido e de aqui estar, Ah como é bom te olhar, Subir no alto mangabeiras olhar para ti e te admirar Ah como eu amo BH, BH cidade modelo, cheia de inspiração para muitos te pintar. Ir ao parque municipal no coração da cidade e para cima olhar e dizer ainda estou em BH. BH dos ricos, dos pobres, dos governantes que viraram presidentes, de canções na boca de muitos cantores, a cantar: como é linda BH. Cidade planejada que da serra da para avistar, de longe ver o lindo horizonte que tem Belo Horizonte. Aqui aprendi a amar junto com você a abreviar seu nome e te chamar de B.H. Ir ao mercado central e saber que tudo que quero ali esta. E poder dizer ainda estou em BH. Hoje esse lindo poema que surgiu da minha cabeça a pensar, eu dedico a você pelos seus 114 anos de existência minha linda e tão amada BH.
Parabéns Belo Horizonte pelos 114 anos de existência.