É difícil mensurar o que une duas pessoas, por longo tempo.Aquele abraço espontâneo que deixou de haver, aquele olhar que perpassava que transpassava a aglomeração e que se alvejavam permeando a multidão. Flerte que ninguém percebia, apenas o meu e o seu coração que aos poucos vão mudando a potencia dos elétrons que partem em direção de um magnetizado corpo, embebido dos elétrons livres de uma nova germinante paixão!E a saudade daquele infindável beijo, no qual sentíamos todos os paladares distanciaram-se como as chuvas que caem após o verão, umas até tempestuosas mas não fugindo a própria natureza que em garoa apenas umedece o chão! E eu uma epífita (Parasita) que um dia um vento forte me depositou em seu colo, e lá me repousei ,germinei e me enraizei e lá estou, não me desenlaço pois é fatal esse ato, la fico , e a natureza se encarrega de nos enviar novos seres motivantes ou desmotivantes que permanecem, e o afeto passa a ser fraternal e mútuo, também dependente para a nova garga que se apresentou que não fique em um só ombro,os olhares apaixonados se transformam em solicitantes, e os nossos corações aumentam o descompasso, ao paço que cuidamos dos nossos rebentos. E nessa rotina o nosso existir adquire uma aparência de infinito, mesmo nos sentindo no fim.O ar que respiramos vem não sei d'onde, e mais uns instantes: períodos no tempo que não tem unidade de medida, talvez por ser o nosso encantamento pelos que chegaram do eterno... no terno que nos remetem ao além de um possível e maravilhoso horizonte poético,ou por sermos um nada cosmológico; Enquanto vivemos nos considerando energias de importâncias de seres espirituais celestes, em uma hierarquia divina que nos envaidecem, e numa posição de seres imortais que nos deixam orgulhosos,como se parte fossemos de uma linhagem de seres encantados , mas o que a natureza nos permite ver . é que somos ínfimas partículas no cosmo...!
José Alçonço Carneiro-26/03/2017.