Este é o meu País,
Terra dos Aimorés, Xavantes, Tupiniquins,Tupinambás e Guaranis.
Que foi invadida por Manoéis e Joaquins.
Tive uma infância na larga, com escola mediana para o meu tempo.
E bom lazer proporcionado pelos recursos da natureza.
Mas, com o passar dos tempos, à medida que me envelhecia, via meu país enriquecer e o povo empobrecer.
As necessidades básicas, que antes tinha um processo, mais simples de satisfação, em decorrência do emprego, que mesmo mau pago em maior abundancia se oferecia.
Hoje essas necessidades somadas a outras sugeridas, tornou-se preocupação e arrocho financeiro, para quem trabalha, para quem não consegue trabalho resta a desilusão, o desespero, que abaixa a estima e leva à depressão.
Políticos propagam a esperança, cada um diz ter a melhor solução, buscando vitória na eleição. As necessidades se multiplicam, sugeridas, pela mídia, que presta serviço para os meios de produção.
O Papa diz que precisamos de muitos santos e o povo continua num País em desencanto.
A criança é assassinada ou abandonada na rua, enquanto os Dirigentes, quase inertes ,observam esta realidade absurda,nua e crua, sem nenhuma medida relevante que resolva tal situação. Apenas tomam medidas atenuantes, financiadas por novas e definitivas formas de arrecadação.
Dos jovens, cobram melhor qualificação, mas, na fila do emprego, quem não tem diploma e experiência, tem que colecionar mais uma decepção.
Ai vão para o exterior esperando boa colocação só que ao chegarem, são repatriados das terras, dos povos que aqui chegaram esfarrapados. Que pelo nosso povo foram bem recepcionados e por nossa terra e pelo povo, ficaram apaixonados. E até seus descendentes, de seus paises,são deportados.
Escrito 20/09/89 publicado no dia de hoje

Nenhum comentário:
Postar um comentário