terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Centenário de Adoniram Barbosa

Não perdeu o trem das onze, das doze nem o das treze; nenhum trem ele perdeu!
Trocou ideias com o viaduto Santa Efigênia; foi convidado para um samba na casa do Arnesto, la no Braz!
Com o Mato Grosso e o Joca, nos ensinou a procurar um novo lugar;e abandonar a saudosa maloca! Deixou Iracema o seu grande
amor morrer no peito; pois travessou contra mão...!
Sem deixar de amar sua principal musa, a sua cidade!
Com suas músicas quase angelicais, os demônios sobrevivem até hoje,com ou sem garoa.
Falava tão bem o seu português que todos entendiam quando por necessidade, até os estrangeiros entendiam pois falava a língua do seu lácio, o
de todos( português sugerido nas composições pelo grupo Demônios da Garoa).
Se assemelhava à as lampidas que eram rodeadas por mariposas, sendo ele a lampida e as mulheres as mariposas.
Falou de jaçanã "Uma passárgada que existe..." em mim talvez.
Nem todos nos falaram de seus amigos, do seu povo e da sua cidade como se falasse do paraíso como ele falou.
Nos encantou com a sua música e nos conquistou com a sua simplicidade e a sua simpatia!
Obrigado Adoniram Barbosa por ter cantado e nos encantado...

Jac Mineiro-José Alonço Carneiro.

Soube extrair lindas canções de uma selva de concreto e aço.

A CAVALGADA DE SETE LAGOAS PARA O SERRO !


Nesta cavalgada não houve chamada.
Nem todos estavam la, mas o sr Juvenal respondeu presente, la do céu. O ringo bom marchador pelo caçula Breno foi bem montado.
Em são Vicente se reuniram e pela serra do cipó, pra botafogo partiram. Algumas lembranças tristes, que confirmavam a presença do velho companheiro Juvenal. Em Botafogo apearam e os cavalos foram desencilhados. Logo provaram da cana e o papo alegre aconteceu.
O feio não lembrou das dívidas,o margoso logo abriu uma latinha.
Ai começou o bom da viagem, falaram das belezas da serra e das belezuras que iam namorar. O Breno era o mais entusiasmado, o Cleber com despeito pois era casado. O Saulo, não sei se foi mas sempre foi o mais animado. O cigano é puta veia não acampa em qualquer serrado. O Juninho é um peão moderado, o Eduardo de esmeraldas cuida dos cascos e das ferraduras para cavalo nenhum ficar estropiado, sem tirar os olhos das mulheradas que o deixa deslumbrado!.
O rio cipó refresca o corpo e nele todos bebem, alguém se lembra do Rodrigo que em Florestal foi estudar que é  amansador de burro brabo... também lembraram do Batista, gente boa e cabra bom pra conversar. Do Gato Também lembraram e das suas mentiradas deram muita risada, lembraram também do coroa que não entende nada de cavalo mas gosta de ouvir uma prosa animada. O Branco não sei se foi mas faz parte da companheirada . O Quico ta sempre na turma e o Samuca e bem dedicado com o seu cavalo sempre escovado, o Marcinho também é peão corajoso mas prefere pedalar.
O Afrânio sabe bastante e gosta muito de animais, mas, prefere a moto e o celular pois a corretagem não pode esperar. O Paulo Gaguinho é do ramo e não fica para traz, encosta o caminhão e embarca os animais.
O Cadú não sei se foi mas corre mais que a cavalada, o Nego fica pra trás e vai tocar a sua flauta bem afinada, o Vinícius todo ano ensaia e  Nesse ano não sei se foi, sua égua caminha bem mas seu pai que segura a rédea de couro trançada! 
Falei dos que mais conheço sem esquecer do Sávio, que no serro é o anfitrião da cavalgada.
Aos outros peço desculpas por não poder cita-los.
Em conceição de mato Dentro um grande descanso , pois vão mandar pra dentro cerveja e carne assada,nesta parada as necessidades são satisfeitas e  das janelas vem as boas vindas, uns reclamam de cansaço mas logo começa a bebedeira e muita conversa fiada, uns deitam nas redes e outros arrumam namoradas , ai a  satisfação é generalizada.
Graças a tecnologia o celular mata a saudade, mas a cavalgada recomeça logo de madrugada,  não muito tarde chegarão ao Serro nesta grande romaria. Ai foi será só festança e muita alegria por terem concluídos essa grande romaria! No retorno a esperança de um novo encontro um dia. Ai foi só zoeira uma grande apoteose, saiam empinando e galopando com os cavalos e nos olhos da namorada uma lágrima rola, na curva o peão abana o chapéu num até breve, amanham eu te Ligo meu bem. Logo os grupos se dispersam, cada um em direção a sua cidade,  levando na bagagem novas amizades, preparando o espírito pra voltar a realidade pra no ceio da família, matar a saudade.

12/10/2003
Republicado em 27/12/2011 por José Alonço Carneiro

Informação sobre o Serro


Distância até a capital 312 quilômetros 

Características geográficas 

Área 1.217,645 km² 

População 21.494 hab. est. IBGE 

Serro é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2004 era de 21.869 habitantes.

Município rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras, o Serro se apresenta como excelente destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico. Situada no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, Serro fica a 230 quilômetros de Belo Horizonte. É também uma importante Cidade do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os Bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII.
Além das belezas naturais e das minas, o Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural. O município hoje conta com diversos hotéis e pousadas. O turista pode contar com apartamentos, serviços, deliciosos cafés-da-manhã e guias para percorrer a região.
Turismo
Museu Regional Casa dos Ottoni (IPHAN). 
Distrito de Milho Verde, a 25 km do centro. 
Distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 30 km do centro. 
Pico do Itambé, a 20 km do centro. 
APA das Águas Vertentes. 
Festa do Queijo (feriado do 7 de setembro). 
Festas religiosas tradicionais (Festa de Nossa Senhora do Rosário, Festa do Divino e outras). 
Inúmeras e belas cachoeiras


Jac Mineiro

NATUREZA


Somos parte deste todo que é você e não te reconhecemos.
Sofre de nós agressões á toda hora e não reclama, apenas chora lágrimas que em gotículas abrem irreversíveis erosões.
Mas nós continuamos incessíveis e não paramos de bater em você, como filhos maníacos que batem na mãe e você continua a chorar de alergia aos gases que atiramos na sua face.
Mas você não grita quando para a moto-serra perde tuas filhas arvores, apenas silencia
no deserto que ficou, só que nós não percebemos pois, se não conseguimos ouvir  a sua alegria no gargalhar das cigarras e a sua melodia no teu assobio do vento sobre as águas, como poderemos ouvi-la na imensidão silenciosa do nada. Não há como ouvi-la com o ouvido programado ou vê-la com os olhos da ambição. Se a mansidão da tua saúde não nos alerta, a solução e mandar-nos a ânsia da sua morte, balance suas mãos em vendaval, soluce em tempestades, e estremeça seu corpo em terremoto, transforme suas lágrimas em lavas e teu soluçar em vulcão. Mostre-nos que se não voltarmos a ser parte de você ,sem experimenta-la ou administra-la morreremos juntos. Pois você não é apenas um conjunto, mas um todo no qual estamos inseridos!
José Alonço Carneiro

"o homem não tece a teia da vida é apenas um de seus fios"       (Chefe Seattle )                                                        





A alegria e a tristeza!


A alegria e a tristeza!

Estas duas palavras, são duas palavras pequenas que provocam oceanos de buscas. E a tristeza por ser ela amarga e não ser promotora de nenhuma delicia mas das sugestões delimitadoras do livre expressar e do livre viver, evite plantar e  fertilizar esta semente danosa pois ela germinará como um espinheiro dentro de você...

Instituições a atrelam ao não comprometimento às regras pré estabelecidas por elas, condicionando o indivíduo a um estado permanente de auto-crítica e  de consciência que não lhe permite que de uma risada fora dos padrões ditados pela etiqueta, estado que podemos chamar de neurótico e de pleno sentimento de insegurança comportamental.
Já a busca pela alegria é própria dos indivíduos libertos, pois a alegria é uma espécie de estado delirante e até rebelde, pois na maioria das vezes ela depende do estímulo do outro, mas independe do outro para o seu manifestar.
A alegria não se manifesta sob o sugerir de normas, mas é o delicioso explodir da alma...A condicionante da alegria é a exclusão do seu adulto interior que te algema, te proíbe e te limita!
A alegria não tem unidade de medida, a razão tenta ser sua delimitadora,
Mas quem poderá, colocar limite na euforia de uma criança que reencontra um algo precioso.como um brinquedo desaparecido ou amigo que partiu...
Acho que devemos fugir da tristeza com ou sem a ajuda de outros.
Mas correr atrás da alegria como um velocista porque a vida sem alegria é pior
e mais feia que uma noite polar  José Alonço Carneiro


et plus laid qu'une nuit polaire Alonço José Carneiro



José Alonço Carneiro

Canção do exílio !

Jequitinhonha.bogspot.com.br: Ipê amarelo

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