sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ARARAS

ARARAS

Oi araras bonitas.azuis, amarelas, vermelhas, pequenas e grandes.
Oi araras falantes e charmosas, que fórmula foi essa tão sutil e complexa que Deus as criaram,oi araras bonitas. Ave social que nunca voa só.
Teu Império vai,
da Amazônia, às savanas, e ao pantana que o é seu quartel general,um dos mais belos paraísos do Brasil tropical, habitado por seres mil que para nossa alegria o homem,ainda não destruiu.

Jac. mineiro
http://wwwjacmineiro.blogspot.com/


O trem de Bananal e a Colônia





Esse trem da minha infância, no qual eu nunca viajei, me levou para lugares tão longe que para ninguém contei.

Teu apito era melodioso, tua máquina barulhenta fazia tremer o chão, que nele partia ia saudoso, por alguém que ficou na estação.

Ele nunca passou vazio, sete paradas ele fazia;

1 - Na saudade, que tenho dele;

2 - Na colônia;

3 - No cafundó;

4 - No rialto;

5 - Na glória;

6 - Nas três barras;

7 - Bananal.




Um dia ele passou apitando numa viagem sem volta, a alegria da estação acabou.

Hoje só resta a lembrança daquele barulhoso trem que não voltou.




Nossa professora chegava nele as sete e trinta da manhã, nós tínhamos que correr para não chegar atrasados.

Ele também era relógio para quem não tinha e retornava apitando no inicio da noitinha.

Ele fazia um trajeto, pequeno, mas gigantesco na minha imaginação, que sonhava conhecer o bananal, viajando nessa composição.

Logo veio o empreiteiro com máquinas e operários arrancando todos os trilhos, nenhum dormente ou pedra ele deixou, mas só não arrancou a lembrança que em nosso coração ficou.

Tua linha margeava um rio que também se chama bananal, que muita gente deu prazer e água para a irrigação, e hoje infelizmente é calha de poluição. Senão tivermos cuidado nós é quem sofreremos este mal. Seu trajeto era a Colônia que se rendeu ao capital especulador e hoje os condomínios parte de sua identidade tirou.

Nesse aniversário de cinquenta anos eu sugiro uma boa reflexão, para a colonia não ficar esquecida na memória da nossa nação.

Pois a colonia alimentou muita gente por toda essa região e pode servir de modelo para outras partes da nação, onde muitos carecem de empregos, comida e habitação.

Eu sou um colono ausente que trinta anos daqui parti, morei diversas comunidades mas nenhum delas há, como aqui havia o senso de fraternidade.

Aos que ficaram eu exorto, que esse evento seja um marco e um resgate dessa experiência social, pois as pessoas juntas são um continente e uma pessoa só é uma ilha em um oceano vazio.




José Alonço Carneiro










Brasil Pobreza



Este é o meu País,
Terra dos Aimorés, Xavantes, Tupiniquins,Tupinambás e Guaranis.
Que foi invadida por Manoéis e Joaquins.
Tive uma infância na larga, com escola mediana para o meu tempo.
E bom lazer proporcionado pelos recursos da natureza.
Mas, com o passar dos tempos, à medida que me envelhecia, via meu país enriquecer e o povo empobrecer.
As necessidades básicas, que antes tinha um processo, mais simples de satisfação, em decorrência do emprego, que mesmo mau pago em maior abundancia se oferecia.
Hoje essas necessidades somadas a outras sugeridas, tornou-se preocupação e arrocho financeiro, para quem trabalha, para quem não consegue trabalho resta a desilusão, o desespero, que abaixa a estima e leva à depressão.
Políticos propagam a esperança, cada um diz ter a melhor solução, buscando vitória na eleição. As necessidades se multiplicam, sugeridas, pela mídia, que presta serviço para os meios de produção.
O Papa diz que precisamos de muitos santos e o povo continua num País em desencanto.
A criança é assassinada ou abandonada na rua, enquanto os Dirigentes, quase inertes ,observam esta realidade absurda,nua e crua, sem nenhuma medida relevante que resolva tal situação. Apenas tomam medidas atenuantes, financiadas por novas e definitivas formas de arrecadação.
Dos jovens, cobram melhor qualificação, mas, na fila do emprego, quem não tem diploma e experiência, tem que colecionar mais uma decepção.
Ai vão para o exterior esperando boa colocação só que ao chegarem, são repatriados das terras, dos povos que aqui chegaram esfarrapados. Que pelo nosso povo foram bem recepcionados e por nossa terra e pelo povo, ficaram apaixonados. E até seus descendentes, de seus paises,são deportados.

Escrito 20/09/89 publicado no dia de hoje


As Caras Brasileiras




O povo brasileiro tem mais de 200 milhões de caras diferentes, raramente se vê duas iguais.
Não é como no Iraque, Onde Saddam tem milhares de sósias, nem com no Japão ou na China, onde todos parecem irmãos... as pessoas no Brasil não são mesmo iguais. O trajar, o vestir , o caminhar, sotaque, tudo é diferente nesse povo, que gosta de ser diferente.Aonde está a moda? Na roupa não está, mas tem religião, que tem mais de um orixá, talvez seja por isso que esse povo é bom.
Acho que as caras do BRASIL, são como sua geografia, que tem cordilheiras, planalto, planícies, chapadas, baixadas e até recôncavo na Bahia. Tem gigantescos e caudalosos rios na Amazônia e rios secos no ceará.
Tem florestas, cerrados [savanas], restingas e caatingas[desertos]...
Que nem as caras brasileiras: umas gordas de boa nutrição, umas bonitas como o manifestar da primavera, outras magras por inanição,. umas feias como carrancas, umas roxas de raiva, outras pretas de aflição, algumas brancas por descendência .
Tem até cara pálida pintada de arrependimento do voto da primeira eleição direta pra presidente.
Onde talvez a falta de experiência , ou a intolerância de alguns políticos, ou o nosso despreparo político, nos proporcionou um significativo atraso no nosso processo de redemocratização.
Que até hoje nos manda a conta!...?








Canção do exílio !

Jequitinhonha.bogspot.com.br: Ipê amarelo

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