Carne seca no embornal.Um coração apertado no peito,
viaja para muito longe para uns trocados ganhar.
Lábios falantes estômagos vazios,
Pé na estrada e rede nas mãos
Falando um sotaque que todos conhecem;
Vende a arte e o trabalho dos que longe padecem.
Falando cantado,marchando sem rumo;
Com o corpo suado,olha a rede ai moço
Oferecem, aqui acolá e não desfalecem.
Á noite descansam após tanto esforço!
Expondo aqui ,oferecendo ali
Conhecem o Brasil do Oiapoque ao chui.
Sem descanso e em busca do pão
Vendem o produto pra toda Nação.
Quando finda o dia ,acampam na praça
Comendo jabá e bebendo boa cachaça e
Cantado baião, lembram das festas
e do povo do seu longínquo torrão.
Jac.mineiro 20 /04/06-José Alonço Carneiro!

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