domingo, 12 de fevereiro de 2012

AMBIÇÃO


Ambição










O homem ambicioso, não valoriza o que tem,está sempre querendo adquirir mais
Só divide seu espaço com os seus pertences materiais,tornando-se vigilante e escravo dos mesmos.
Por causa desse egocentrismo aquisitivo,sua principal objetividade é o acumulo bens que vem acompanhados de desesperos e desconfiança no próximo,almejando o poder proporcionado pelo ter, perde o poder sobre si mesmo,tornando-se um escravo do consumismo;pois a matéria acumulada se torna sua proprietária.








sábado, 11 de fevereiro de 2012

OS CAVALOS DO SENHOR JUVENAL




 OS CAVALOS DO SENHOR JUVENAL BARBOSA


Seu Juvenal tem o cavalo ringo que é muito bom marchador,
Que pra ninguém gosta de emprestar! Tem também o Léu que é o segundo na preferencia,
Que ao seu filho caçula vai presentear!.criou também a mulinha paloma que já começou a adestrar.
pra carroça tem o burro penacho que trabalha sem cansar mas pra cela costuma empacar, este faz parelha com o burro pavão não  tem medo de carga e que é seu preferido para trabalhar!
Tem também uma égua que é somente pra procriar, que a cada dois anos traz um novo potrinho, para ele se ocupar, tem também um casal de potros que dão muito trabalho para criar.
Com esses animais preenche a vida, que não lhe dão tempo de se preocupar, assim os dias passam, atraindo pessoas do mesmo gosto, pra longas horas conversar...José Alonço Carneiro

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Meus Cabelos Brancos


                                   Os Meus Cabelos brancos
Para ter os cabelos brancos, não basta só a idade.
Independente da velhice eles se propagam em jovens,  da roça ou da cidade.
Vários fatores corroboram para a suas apariçôes,.
Uns trazem a chave na genética, que é coisa da evolução, outros nascem de acordo com o peso nos ombros e excessiva realidade, que a juventude não suporta,  qualquer leigo
 Entende o peso na vida que aquele indivíduo suporta.
Hoje a química tem seus paliativos com sua moderna alquimia. E só tem expostos os cabelos brancos, os que encaram a vida sem se importar com os que o vigia.
Os meus cabelos embranqueceram não foi da noite para o dia, chegaram na hora certa, fio a fio. Como em meu rosto ruga a ruga, pois meu corpo também envelhecia.
Antigamente os cabelos brancos, era motivo de respeito, porém hoje, Fazem é zombaria...
A minha face ficou enrugada, que nem textura de alvenaria, ambos surgiram da psico-somatória, da vida que levei; trabalhando a partir da zero hora, por cinco anos seguidos, foram essas noites que ajudaram o meu envelhecer antes da hora.
Mesmo com tantas noites de sono perdidas na minha estória, dos que sabem
não recebo para a minha história, nenhum reconhecimento; só veem o meu lado fraco,
Que a minha mascara não consegue esconder, que a mim causa aborrecimento, pois ,minha cara já é quase uma mascara mortuária.
Mas daquelas noites frias, gélidas do alto da serra, sem alimento durante 8 horas, apenas um lanche,  acompanhado do café doado pela empresa;ambiente que me proporcionou a contrair tuberculose pulmonar  que por 6 meses, obrigou-me a ingerir comprimidos de antibióticos, sendo treze de uma só vez, 1 hora antes do desjejum, nos primeiros 15 dias; causando-me diarreia, nos últimos 275 dias foram  6 por dia também de uma só vez ingeridos apenas com água 1 hora antes do desjejum, isto ocorreu no hospital Julia Kubischek em belo horizonte, onde fiquei 27 dias internado, o médico que me curou se chamava  Luiz Eduardo.
Escola noturna e trabalho maçante, as lutas do cotidiano, um casamento precoce e três cirurgias. Por isso o estresse e as rugas chegaram cedo e empurraram para fora a minha serenidade e o meu bom  humor.
O meu relógio biológico se modificou,  o sono perdeu a hora, e a minha juventude foi-se embora, os meus mais próximos, disso não tem culpa e com eles intolerante fiquei, comigo intolerantes ficaram. Digo e afirmo, sem murmuração, só eu sei  o peso que pela
 vida carreguei, e na dança da vida tive que dançar do tango ao samba canção.
No próximo dia 07 de maio de 2012, completarei,  quarenta anos ‘se vivo estiver’ de peregrinação pelos desertos da minha vida. As friagens,  as temperaturas tórridas, as quedas , os tropeços, as ilusões de ótica, as feridas do trajeto, o escurão das noites, isto eu guardarei só pra mim. E quanto aos que me atacaram, emboscaram, abandonaram, atraiçoaram, levantaram falso testemunho, extorquiram, expulsaram, me roubaram, a esses eu agradeço por fazer com que eu me fortalecesse moralmente e crescesse espiritualmente, agora aos que me deram trabalho, me agasalharam, me aconselharam quando tive dúvidas, me deram de beber, me abrigaram me protegeram do frio a esses eu agradeço com toda a minha alma e rogarei a Deus por eles sempre...  

José Alonço Carneiro


domingo, 5 de fevereiro de 2012

O incensível, frio,surdo e denunciante relógio de ponto

relógio de ponto






Remanescente sútil da escravidão



Esperando pela chave ou cartão de marcação


Lê todas as entradas e saídas, do empregado na empresa ou repartição


Oprime sem distinção



Governa a sua liberdade, pois para ele você é apenas mais um na multidão...


Ignora as suas dificuldades de condução, doenças na família ou o tamanho da fila na estação.


Obriga-o a ser igual a todos, sem observar sua fé, raça ou religião...


Denuncia qualquer atraso, sem se informar da razão.


Ele lê apenas sua matrícula e sua secção.


Pensando nele perde até horas de sono, mas se atrasar; com certeza no olerite virá um descontão!


Ostenta a sua imobilidade e frieza como um guarda do rei, e hospeda em  sua memória ou rolos de fitas suas horas de permanência, no trabalho, não dispõe de recursos para ouvir qualquer explicação

Não lhe diz boas vindas, nem que tenha um bom dia de trabalho em sua diária ocupação


Todos os dias te investiga, na entrada e na saída, com ou sem a sua permissão...


Obriga-o a ser assíduo, querendo ou não, subjuga o funcionário diariamente com essa humilhação.






quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Poesia E Os Cincos Sentidos


A Poesia E Os Cinco Sentidos,


José Alonço Carneiro.


                     A POESIA E OS CINCO SENTIDOS


É possível que, algum poeta tente dar cores as palavras.
Que estranho. cor eu vejo, não sinto no tato,nem no paladar,talvez  pelo olfato, se alguém me informar que tal aroma é de tal tinta.
Agora se a pessoa for cega, ouve o teor das frases.
Onde objetos ou seres tem sua cor descrita no jogo das palavras, colorir as palavras,
é muito subjetivo: pois, cor a gente vê não ouve. É mais fácil
ouvir os ruídos se é que podemos ouvir, os sutis movimentos
da preguiça, subindo ao cume do seu castelo vegetal, que colorir
Os sons. A gema do ovo é amarela. Mas a palavra gema, não tem cor.
 O tato não percebe a cor; sente apenas a textura da tinta  na
Tela  mas como a poesia apalpa e até aperta o intangível ouve
o inaudível  e enxerga o invisível e vice versa.
Mesmo na poesia onde se enfatiza a sutileza da fantasia, utilizarei
Sempre os cinco sentidos. o médium chico Xavier que escreveu centenas de livros. Via o invisível, ouvia o inaudível,
Via o inaudível e ouvia o invisível .

obs;  não escrevi este texto como cego, escrevi como daltônico, deficiência que me prejudicou profissionalmente,
não por não conseguir trabalhar, mas fui escluido de concusos nos quais havia passado em todas as provas de conhecimento.



Nota:
Não quis desqualificar os cegos. Pois conheço alguns cegos
da associação de cegos de Sete lagoas, ADVISETE, que fabricam vassouras e outros
Utensílios domésticos. comandados por um cego o Sr evangelista
Lá também tem músicos e cantores; como o grande acordeonista,
Geraldo Magela e uma tecladista e cantora que no momento esqueci
o nome. A qual, peço desculpas; Citei apenas alguns mas tem outros como o presidente João Evangelista, que gerava empregos até pra quem não era cego



Canção do exílio !

Jequitinhonha.bogspot.com.br: Ipê amarelo

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