sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Meus Cabelos Brancos


                                   Os Meus Cabelos brancos
Para ter os cabelos brancos, não basta só a idade.
Independente da velhice eles se propagam em jovens,  da roça ou da cidade.
Vários fatores corroboram para a suas apariçôes,.
Uns trazem a chave na genética, que é coisa da evolução, outros nascem de acordo com o peso nos ombros e excessiva realidade, que a juventude não suporta,  qualquer leigo
 Entende o peso na vida que aquele indivíduo suporta.
Hoje a química tem seus paliativos com sua moderna alquimia. E só tem expostos os cabelos brancos, os que encaram a vida sem se importar com os que o vigia.
Os meus cabelos embranqueceram não foi da noite para o dia, chegaram na hora certa, fio a fio. Como em meu rosto ruga a ruga, pois meu corpo também envelhecia.
Antigamente os cabelos brancos, era motivo de respeito, porém hoje, Fazem é zombaria...
A minha face ficou enrugada, que nem textura de alvenaria, ambos surgiram da psico-somatória, da vida que levei; trabalhando a partir da zero hora, por cinco anos seguidos, foram essas noites que ajudaram o meu envelhecer antes da hora.
Mesmo com tantas noites de sono perdidas na minha estória, dos que sabem
não recebo para a minha história, nenhum reconhecimento; só veem o meu lado fraco,
Que a minha mascara não consegue esconder, que a mim causa aborrecimento, pois ,minha cara já é quase uma mascara mortuária.
Mas daquelas noites frias, gélidas do alto da serra, sem alimento durante 8 horas, apenas um lanche,  acompanhado do café doado pela empresa;ambiente que me proporcionou a contrair tuberculose pulmonar  que por 6 meses, obrigou-me a ingerir comprimidos de antibióticos, sendo treze de uma só vez, 1 hora antes do desjejum, nos primeiros 15 dias; causando-me diarreia, nos últimos 275 dias foram  6 por dia também de uma só vez ingeridos apenas com água 1 hora antes do desjejum, isto ocorreu no hospital Julia Kubischek em belo horizonte, onde fiquei 27 dias internado, o médico que me curou se chamava  Luiz Eduardo.
Escola noturna e trabalho maçante, as lutas do cotidiano, um casamento precoce e três cirurgias. Por isso o estresse e as rugas chegaram cedo e empurraram para fora a minha serenidade e o meu bom  humor.
O meu relógio biológico se modificou,  o sono perdeu a hora, e a minha juventude foi-se embora, os meus mais próximos, disso não tem culpa e com eles intolerante fiquei, comigo intolerantes ficaram. Digo e afirmo, sem murmuração, só eu sei  o peso que pela
 vida carreguei, e na dança da vida tive que dançar do tango ao samba canção.
No próximo dia 07 de maio de 2012, completarei,  quarenta anos ‘se vivo estiver’ de peregrinação pelos desertos da minha vida. As friagens,  as temperaturas tórridas, as quedas , os tropeços, as ilusões de ótica, as feridas do trajeto, o escurão das noites, isto eu guardarei só pra mim. E quanto aos que me atacaram, emboscaram, abandonaram, atraiçoaram, levantaram falso testemunho, extorquiram, expulsaram, me roubaram, a esses eu agradeço por fazer com que eu me fortalecesse moralmente e crescesse espiritualmente, agora aos que me deram trabalho, me agasalharam, me aconselharam quando tive dúvidas, me deram de beber, me abrigaram me protegeram do frio a esses eu agradeço com toda a minha alma e rogarei a Deus por eles sempre...  

José Alonço Carneiro


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